• Apenas correspondências exatas
    Pesquisar no título
    Pesquisar no conteúdo
    Procurar nas Páginas
    Pesquisar em páginas

Notícia



Projetos para conservação ambiental

Representantes de 17 comunidades tradicionais e quilombolas participam de uma oficina de elaboração de projetos voltados para a conservação ambiental de Povos do Cerrado. As oficinas são realizadas em Montes Claros, no Norte de Minas, até o dia 29 deste mês e serão financiados pelo fundo DGM Brasil, que é gerenciado pelo Centro de Agricultura Alternativa (CAA).

Entre os participantes destas oficinas estão representantes das 25 comunidades geraizeiras residentes no extremo norte de Minas Gerais, nos municípios de Rio Pardo de MinasMontezuma e Vargem Grande.

Integrantes da comunidade São Modesto apresentaram uma proposta para revitalizar matas e nascentes. “Por lá vivemos uma crise muito grande em questão das águas. Acabaram as águas das comunidades e foi a partir daí que vimos a oportunidade de estar participando dos projetos e, assim, buscamos ajuda para resolver os problemas; recuperar as nascentes e de alguns cerrados degradados”.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) acompanha, e ajuda com o suporte técnico à comunidade durante o desenvolvimento do projeto. “A oficina está sendo importante para a gente saber fazer os projetos, saber como funciona a estrutura do projeto, as dificuldades que serão encontradas na hora de executar o projeto. Ainda serve para aproximar um pouco das organizações de apoio”, explica Mauro Braga, representante do ICMBio.

Ao todo foram aprovadas 41 manifestações nas áreas de acesso ao mercado, gestão de recursos naturais e respostas às ameaças aos territórios. Os valores destes projetos podem chegar a R$ 7 milhões. Os representantes de outras 24 propostas irão participar das oficinas entre os dias 11 e 19 de fevereiro, em Cuiabá.

“O DGM se insere em uma estratégia de cooperação internacional a partir do reconhecimento de que estes povos e comunidades mantêm o cerrado em pé; mantém a biodiversidade e também a riqueza de práticas tradicionais de uso de recursos naturais. Então, o DGM espera que estas comunidades se mantenham conservacionistas em algumas medidas, cooperando e contribuindo para a redução da emissão de carbono e fomento para que aja o reflorestamento, recuperação de área degradada e reparação de nascentes”, explica Aderval Costa Filho, consultor sobre povos e comunidades tradicionais.